
Descrição do processo Operacional
Os processos operacionais podem ser definidos como um conjunto de atividades desenvolvidas pelos colaboradores de uma empresa com o objetivo de transformar entradas em saídas. Isso significa que a matéria prima, os equipamentos e a mão de obra são convertidos em produtos, serviços e vendas.
Processo de coleta do papel:
As cooperativas de reciclagem desenvolvem o processo de tratamento dos materiais recicláveis e os enviam às empresas recicladoras, mas até esta fase existe uma série de etapas que a antecedem:
Coleta:
Nela os catadores coletam o lixo reciclável como alumínio, papel, plástico e vidro, e entregam à cooperativa. /Coleta do papel por indivíduos voluntários
Triagem:
Quando o material chega às cooperativas ele precisa ser separado para que nas empresas recicladoras sejam tratados e reciclados, portanto, devem ser colocados em seus respectivos latões, de acordo com o tipo de cada material.
Prensa:
O material já separado é prensado e para que isso aconteça é preciso de grandes prensas que compactam material em grande quantidade.
Venda:
Nessa etapa todo o material é transportado e vendido para empresas recicladoras que fazem o processo de reciclagem, tornando a usar esses materiais como matéria-prima.
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1 pessoa responsável pelo processo de coleta exterior da empresa e recebimento de material da Associação de catadores (Gerente de Operações)
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Depósito para os papéis - Recepção (Escritório) -
Processo de produção do Papel Semente
Um papel reciclado produzido com sementes na sua fabricação, podendo ser plantado após sua utilização. A produção é feita a partir da:
Separação
Depois da coleta e da seleção daquilo que pode ser reciclado, o papel passa por um controle de qualidade. É preciso ver a qualidade da origem e presença de matérias toleradas no material.
Triagem e maceração
Agora é hora da limpeza do material. Tudo o que não for papel reciclável será retirado. Então, há 3 tipos de materiais que vão sair desse meio:
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resíduos perigosos para o equipamento ou processo de reciclagem, como metais e vidros;
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materiais que normalmente são usados com o papel, como grampos, clipes e elásticos;
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papéis impróprios para a reciclagem, como os sulfurizados, encerados ou parafinados.
Agora é hora da maceração. Como a reciclagem do papel ocorre com o reaproveitamento das fibras de celulose nos papéis usados, o material é misturado com água para que elas sejam enfraquecidas e, consequentemente, separadas.
Lavagem
A lavagem é o processo para retirar alguns dos resíduos contaminantes que ainda sobraram. O papel é peneirado, como no processo caseiro.
Destintagem e branqueamento
Para que o papel reciclado possa ser utilizado comercialmente, precisa perder a tinta e ficar homogêneo. Portanto, segue para o processo de destintagem, em que são utilizados alguns produtos químicos, para a retirada da tinta.
Destintamento é um processo industrial que remove a tinta e o material adesivo a partir do papel reciclado. Um processo de lavagem da polpa remove as partículas pequenas de tinta por lavagem com uma mistura de água e de agentes de dispersão, que são usados para quebrar óleos. As partículas maiores e os adesivos são removidos por um processo de flotação. Os surfactantes, produtos químicos utilizados para auxiliar na limpeza, são combinados com ar e injetados em uma polpa. Isto faz com que os contaminantes se soltem e flutuam para a superfície, onde podem ser removidas.
Mas a retirada da tinta não é suficiente: é necessário fazer o branqueamento dos resíduos. Para isso, a pasta de celulose segue para o processo de refino, em que aditivos e alvejantes são usados para clareá-la.
Para que haja sementes no papel, durante o processo de reciclagem são inseridas sementes de alta qualidade de diversos tipos de flores, temperos ou ervas.
O resultado é um papel biodegradável, diferenciado e que pode ser utilizado para diversos fins. Além de ter vida!
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3 pessoas
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1 galpão
Gerentes de Produção
Como é descartada a tinta tóxica do papel/Descarte da água:
O papel reciclado gera impacto em relação ao branqueamento do material que consome produtos químicos muito tóxicos. Um dos componentes desse processo, o ftalato, aditivo usado para dar plasticidade à tinta, se não for corretamente tratado, é altamente poluente.
Para ajudar na descontaminação dos rios, a química Fernanda de Lourdes Souza do Instituto de Química da USP de São Carlos (IQSC) desenvolveu projeto de doutorado sobre o método de degradação do ftalato com o uso de cargas elétricas e radiação ultravioleta.
Os testes com o método foram feitos em escala de bancada e em planta piloto, com pequenos volumes de efluentes no tratamento. O sistema apresentou eficiência de 100% e mostrou ser viável mesmo quando são aplicadas cargas elétricas de baixa intensidade.
“As reações eletroquímicas vão ocorrer e as moléculas serão quebradas e totalmente eliminadas da solução. É um tratamento bastante eficaz, que remove totalmente o contaminante”, afirmou a pesquisadora.
Tratamento de efluentes
Fernanda destacou que no Brasil não existe uma legislação específica que determine a remoção dos ésteres de ftalatos. Por isso, não é possível saber o nível dessas substâncias nas águas, o que torna tudo ainda mais perigoso. Entretanto, é possível que dentro de alguns anos se estabeleçam limites para a contaminação, como acontece atualmente na Europa.
Após a pesquisa ter comprovado a eficácia do processo de tratamento, Fernanda apontou que a ideia é que os métodos eletroquímicos venham a ser utilizados no tratamento de efluentes das indústrias. "As empresas que utilizam ésteres de ftalatos, como fábricas de plásticos ou tintas, poderiam implantar o sistema. Outra aplicação seria no tratamento das águas de rios ou de esgotos", explicou.
O BIOPAQ®IC (Circulação interna) é um econômico sistema de tratamento anaeróbio (sem ar) para efluentes gerados no processo industrial, que permite remover mais de 80% da poluição orgânica (DBO) e que complementado por um pequeno pós-tratamento aeróbio, garantir o cumprimento dos limites de descarga exigidos pelos órgãos de controle ambiental além de propiciar a produção do biogás energético e permitir a recirculação do efluente tratado ao processo industrial (com concentrações de matéria orgânica 95% menores, 50% do cálcio e da condutividade).
A Paques desenvolveu e patenteou um Reator IC específico para a indústria de papel reciclado. Ele tem um sistema diferenciado de distribuição dos efluentes, remoção de sólidos para lidar com as dificuldades operacionais advindas da presença de concentrações elevadas de cálcio, típica nestes processos.
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Segunda proposta
Tratamento de efluentes para indústria de papel reciclado utilizando Eletrofloculação
O estudo avaliou a eficiência do processo de eletrofloculação (EC) para o tratamento de efluentes de uma indústria de papel reciclado em comparação com o método físico-químico aplicado atualmente pela empresa.
O desempenho da EC foi analisado, variando os materiais dos eletrodos (Al e Fe), ainda foi utilizada outra rota de tratamento com eletrodo de Al com adição de polímero aniônico. A validação dos resultados se deu através da medição dos índices de pH, DQO, cor, turbidez, fósforo, óleos e graxas, FDS,TDS e TSS com posterior realização de Anova e teste Tukey dos resultados obtidos.
A remoção máxima de DQO foi obtida na condição T3, com redução de 13,75% em comparação com o tratamento físico- químico, já para a remoção cor foi mais eficiente com Al, a n turbidez obteve redução de até 73,68% com Fe, já os índices de fósforo reduziram em 87,77% na condição T1. Os resultados de pH, óleos e graxas, FDS, TDS e TSS foram similares as literaturas e atendem as legislações vigentes. Portanto o processo de eletrofloculação se mostra promissor no tratamento de águas residuais da indústria de papel reciclado, obtendo resultados superiores ao método físico-químico.
Portanto, o processo de eletrofloculação se mostrou eficiente no tratamento de águas residuais da indústria de papel reciclado, reduzindo de maneira significativa os principais parâmetros do efluente tratado, além de obter resultados superiores ao método físico-químico.
Artigo: https://brazilianjournals.com/ojs/index.php/BRJD/article/view/41630/pdf
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Terceira proposta
A empresa objeto de estudo busca trabalhar dentro de padrões que permitam o desenvolvimento da atividade e minimizem a agressão ao meio ambiente. Procura-se preservar a atmosfera, a hidrosfera e a litosfera, com utilização de tecnologia adequada. Além disso, visa estar de acordo com a legislação, atendendo às exigências referentes à qualidade da água.
No processo de fabricação do papel reciclado a empresa utiliza 60% da água do Rio do Peixe, aproveitando uma fonte natural deste recurso. Após passar pelo processo de produção do papel reciclado, a água é encaminhada para um primeiro filtro, que tem uma peneira. Este filtro é responsável pela retirada dos resíduos pesados (prego, arames, lâminas, etc). Em seguida esta água passa por um segundo filtro, que possui uma peneira mais fina que o primeiro, ficando neste os resíduos mais leves.
Passando pelos filtros, a água é encaminhada para um tanque e recebe tratamento adequado para que volte a tornar-se água potável. Posteriormente, 10% desta água volta para o Rio do Peixe e o restante retorna para o processo de fabricação do papel. Isto é, quase a totalidade da água retorna ao processo fabril de papel.
Para assegurar a qualidade da água são monitorados os elementos que lhe conferem características de qualidade, como a demanda bioquímica de oxigênio (DBO), o oxigênio dissolvido (OD), indicador ácido base (pH), temperatura, fenóis, óleos e graxas.
A análise é realizada mensalmente pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/SC). Há ainda um intenso controle realizado pela polícia ambiental do município por meio de análise mensal da água que passa pelo Rio do Peixe e do lago do município em que é estocada a água que será tratada.
Os resíduos que foram retirados pelas peneiras e filtros passam por uma esteira, sendo encaminhados para segregar o material em aterros apropriados próprios, os quais possuem licenças ambientais aprovadas pela Fundação do Meio Ambiente (FATMA) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
Artigo: https://abepro.org.br/biblioteca/enegep2006_tr520347_7381.pdfhttps://webcache.googleusercontent.com/searchq=cache:BTlQcsHDLvgJ:https://revista.abcustos.org.br/abcustos/article/download/28/630&cd=14&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
Gerenciamento e armazenamento das sementes
A semente adequada para o Papel Semente, tem que ter boa fertilidade, e ser pequena, para passar no rolo da impressora.
Para uma impressão que não comprometa as sementes, indicamos a impressora a jato de tinta a base de água para não agredir as sementes com produtos químicos e nem com a alta temperatura das impressoras a laser.
Por serem sensíveis ao meio ambiente, as sementes necessitam de cuidados específicos no armazenamento e transporte para garantir melhor desempenho. Quando as sementes não são armazenadas em local adequado, com umidade e temperatura controladas, pode ocorrer alteração na qualidade e rapidez de germinação das sementes.
Para garantir que as sacarias estão devidamente armazenadas, alguns cuidados devem ser tomados, tais como:
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Armazene as sacarias em locais seguros, secos, ventilados e sem exposição direta ao sol.
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A temperatura ambiente menor do que 25ºC e a umidade abaixo de 70% são necessárias para prolongar a qualidade das sementes.
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Não é recomendado armazenar as sementes próximo a outros insumos, como adubos, sal mineral, agroquímicos e combustíveis.
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O ambiente deverá estar limpo e livre da presença de insetos e roedores.
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O armazenamento correto de sementes dos sacos deve ser realizado sobre estrados de madeira e nunca em contato direto com o chão, para não absorver umidade.
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As sacarias devem estar afastadas do teto por pelo menos 1,5m e das paredes, no mínimo, a 0,5m, garantindo melhor ventilação.
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O filme plástico que envolve as sacarias deve ser retirado quando for feito armazenamento.
Uma tendência para armazenar os sacos de sementes é o contêiner. Além de ser fácil de limpar, ele dificulta a entrada de umidade e mantém a temperatura adequada para a conservação. Com o contêiner, o agricultor não precisa construir ou alugar galpões e tem a possibilidade de contratar as peças, de outras empresas, apenas no tempo que for necessário.
Um contêiner de 76 m² pode armazenar mais de 2.000 sacos de 20 kg. Eles são duráveis e resistentes, permitem a instalação de ar-condicionado e, também, podem ser utilizados apenas em momentos de emergência. Em caso de intempéries climáticas, por exemplo, o produtor pode realocar as suas sementes em um contêiner, evitando a perda da qualidade dos insumos.
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As sementes devem ser guardadas em locais secos, bem ventilados, frescos e fora da luz direta do sol. Por isso, o indicado é que sejam armazenadas em local fechado e com isolamento térmico. Isso permite controlar a umidade relativa do ar, evitando que as sementes ressequem e tenham as suas condições ideais comprometidas.
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Além disso, é importante armazenar as sacarias com as sementes em distâncias seguras para evitar os riscos de desperdício.
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Elas devem ficar longe do teto cerca de 1,5 m, e das paredes, no mínimo, 0,5 m para garantir a ventilação e evitar oscilação térmica. Os sacos nunca devem ser colocados diretamente no chão, mas, sim, sobre pallets de madeira. Dessa forma, não absorverão muita umidade e não prejudicarão a qualidade das sementes. Além disso, o filme plástico que envolve as sacarias deve ser retirado apenas quando elas estiverem no local definitivo de armazenamento.
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