
Análise de Setor
A análise setorial identifica tendências que possam ter impacto nos negócios, o que possibilita verificar e conhecer o contexto econômico em que uma empresa está atuando, além de avaliar suas oportunidades, fraquezas, concorrência, fatores de risco, oportunidades de investimentos e o desempenho dos setores internos.
O impacto da demanda de bens ou serviços do setor
A reciclagem de papel é muito importante na procura pela sustentabilidade, uma vez que não há mais espaço para a economia linear, baseada em exploração, produção, consumo e descarte. A reciclagem promove a utilização inteligente dos recursos, minimizando a pressão sobre o capital natural, o que é o fundamento da economia circular. O setor tem um histórico bastante positivo em logística reversa, tendo atingido o marco 70,3% de taxa de reciclagem em 2020, uma evolução em relação ao ano anterior.
A previsão de reciclagem para 2022 é ainda maior, devido a mudanças de produção, e pode alcançar até 4,5 mil toneladas.
Segundo uma pesquisa, 85% dos brasileiros se sentem melhor comprando produtos sustentáveis. Então, seguindo uma cadeia produtiva mais eco, a empresa torna-se mais competitiva.
Além disso, práticas ligadas à sustentabilidade trazem engajamento com a marca. Tanto por parte dos consumidores quanto dos colaboradores, que, mais engajados, tendem a trabalhar com melhor produtividade.
A população também é beneficiada com a reciclagem de papel, já que são gerados cinco vezes mais empregos do que na produção de papel virgem e dez vezes mais do que na coleta e destinação final do lixo.
Hoje, o papel semente já é exportado para diversos países gerando em alguns casos o maior faturamento das empresas de papel semente.
A lucratividade do setor
Em 2019, 66,9% de todo o papel produzido no Brasil foi destinado à reciclagem, ou seja, ainda há um amplo mercado a ser explorado no que tange à reciclagem de papel no país.
Papel Semente, uma empresa sediada em São Gonçalo e presidida pela niteroiense Andréa Carvalho tem atualmente, um faturamento anual de R $1,2 milhões. No início, produziam três mil folhas gráficas por mês (formato 66x96cm). Hoje, produzem 10 mil e com condições e estrutura de triplicar esse número. A empresa atende todo o Brasil, é 100% sustentável e reúne os selos “Verde”, do Instituto Chico Mendes.
Aspectos ambientais e de sustentabilidade são fortes propulsores
De acordo com o relatório “O futuro das embalagens de papelão ondulado até 2023” da Smithers (UK), este mercado deve crescer cerca de 3,7% ao ano, atingindo US$ 300 bilhões em 2023, com estimativas de um crescimento anual de cerca de 20% no comércio eletrônico na Europa.
Como o setor de papelão ondulado representa 80% da demanda no comércio eletrônico, as vendas on-line previstas (de mais de US $5,5 trilhões em 2023) terão um impacto profundo na demanda por embalagens. Além disso, a sustentabilidade e o meio ambiente também são fortes promotores dessa tendência, principalmente porque os consumidores e as empresas desejam ver novas alternativas ecológicas ao plástico.
“O futuro parece muito promissor para produtos como papel embalagem e também cartão para o acondicionamento de líquidos. A vantagem é enorme. Por exemplo, a indústria de alimentos está procurando novas maneiras de produzir embalagens neutras em termos de sabor e odor, minimizando ou substituindo por completo a utilização de plástico, ou seja, com impacto ambiental mínimo. As empresas estão dispostas a investir em embalagens biológicas, principalmente porque os consumidores estão esperando cada vez mais por isso. Veremos muitas soluções novas de embalagens no futuro. O poder da inovação é impressionante e parece que quase não existem limites para o que podemos alcançar”, conclui.
Nosso segmento de papel segue com tendência positiva no longo prazo, dadas as necessidades de mudança de hábitos na busca por produtos mais sustentáveis e aderentes às necessidades de um mundo que busca soluções para as mudanças climáticas.
Portanto, o reaproveitamento do material para a produção de itens que voltarão para a cadeia de consumo reduz o acúmulo de lixo em aterros sanitários e evita o desmatamento, além de gerar economia de energia e de recursos naturais.
Gastos de energia e água na produção de papel
A reciclagem de papel diminui o corte de árvores e os gastos com água e energia na sua produção.
Na fabricação de uma tonelada de papel, a partir de um usado, o consumo de água é muitas vezes menor e o consumo de energia utilizado é cerca da metade. Além disso, economizaram-se 2,5 barris de petróleo, 98 mil litros de água e 2.500 kw/h de energia elétrica com uma tonelada de papel reciclado.
Em sentido hídrico é estimado para a produção de papel branco comum no Brasil em torno de 500 mil litros de água por tonelada de papel.
A produção de uma tonelada de papel novo consome de 50 a 60 eucaliptos, 100 mil litros de água e 5 mil KW/h de energia. Já uma tonelada de papel reciclado consome 1.200 Kg de papel velho, 2 millitros de água e 1.000 a 2.500 KW/h de energia;
Com estes dados e informações, se comprova que o processo de produção de Papel Semente é economicamente melhor que o papel comum, pois ocorre menor poluição, gasto de energia e água durante a produção.
.png)